Será que é hora de voltar?

21 jan

Dia 4 de setembro de 2015. A última vez que postei por aqui. Depois daquele dia, nunca mais nem entrei para ver se o espaço ainda existia ou se alguém o havia invadido. Apenas o joguei para debaixo do tapete como fiz com muitas coisas neste período.

Ter um blog, além de exercitar mais a escrita – até porque é meu ganha pão, ou seja, passo o dia escrevendo não necessariamente sobre algo que gostaria – é uma forma de desabafar sobre a vida, as coisas cotidianas e até mesmo deixar registrado momentos.

Mesmo depois de toda a confusão que ter um blog causou na minha vida no período da faculdade, achei que era válido manter um espaço só meu, que não fosse uma obrigação; aquele refúgio para divagar e falar abobrinha que, as vezes faz sentido, as vezes não.

E por qual motivo lembrei daqui, a essa altura do campeonato, com tantas coisas que eu tenho que cuidar? Simples: eu abandonei o único espaço no qual eu podia desabafar e cuidar da mente. Passei os últimos três ou quatro anos procrastinando coisas que não deveria.

duvida-concurseiro-1030x682

Abandonei aqui hora por estar cansada, por achar que não tinha tempo, por não saber o que escrever… ou o mais sincero, achar que ninguém se importava. Entrei de cabeça numa vida que, agora eu percebo, dilacerou o pouco de sanidade que ainda me restava.

Remei contra a maré o máximo que pude; entrei no meio da tempestade sem pedir ajuda. Me arrependo: de maneira nenhuma. Mas eu me esqueci que tudo tem uma consequência e o preço é bem alto. De um problema de circulação que ficou grave com uma rapidez assustadora, resultando numa cirurgia até chegar onde estou hoje: com a autoestima dilacerada (quem um dia acompanhou aqui sabe que isso não é novidade), um aumento de peso descomunal e nunca visto no meu corpo nestes 32 anos… até chegar a perda da esperança.

Sim… me sinto como um cachorro correndo atrás do rabo. Não importa o que eu faça, o resultado é sempre o mesmo. Me sinto num filme de fixação daqueles bem ruins que quando você abre uma porta, acaba indo para a mesma sala repetida vezes.

Então, para tentar quebrar esse ciclo vicioso, antes que algo de pior aconteça, resolvi voltar por aqui… meu manicômio particular. O sinal vermelho apitou… é o ano que decidi cuidar da saúde e, finalmente, da mente. Cheguei ao ponto que não consigo mais controlar ou jogar para debaixo do tapete; isso requere ajuda profissional. Foram anos e anos me “curando” sozinha ou escondendo aos olhos de quem está ao meu redor.

Foi o ano também que assumi as decisões que tomei, mas isto é assunto para outros posts.

 

Enfim: Consultoria Paraguai volta a ativa…. Não pelos motivos mais nobres… mas neste mundo virado de cabeça para baixo, é o que nos resta…

 

Anúncios

Por vezes, a face mais escura precisa ser estampada

4 set

O jornalismo não é bonito; pro muitas vezes, a notícia não tem flores, nem cheiro de perfume, nem encanta os olhos. A reportagem está ali para estampar a realidade e ela, meus caros, pode ser cruel de diversas maneiras que a gente nem imagina.

Um menino de três anos, com todo o futuro pela frente; com toda uma vida a ser descoberta. Poderia se tornar um excelente pesquisador e descobrir a cura para alguma doença; um engenheiro de sucesso, ou apenas ser feliz naquilo que escolheu para viver, ajudar a família, casar, ter filhos (ou não). Mas, essa parte da história, nunca vamos saber.

Essa poderia ser mais um relato triste da guerra insana e desproporcional travada no Oriente. Mas porque ele chamou tanta atenção? A cena de uma criança, indefesa, com a cara pressionada contra a areia de uma praia turca esteve estampada em todos os noticiários. E não há porque pedir desculpas por essa foto. Há de se agradecer a coragem que alguns ainda têm de chocar, de chacoalhar o mundo.

A função do jornalismo é mostrar a realidade. E nada mais real, naquele momento, do que aquela figura indefesa, sem vida, sendo retirada da areia pela guarda costeira. É triste, mas é necessário que seja mostrado.

11207352_899378133465824_7318396553449829670_n

Finais felizes acontecem nos filmes e nas novelas. E as pessoas só percebem a crueldade do mundo, quando é jogado na cara. E foi isso que esse pequeno sírio fez conosco; um tapa na cara da realidade mais crua e nua.

Se as notícias de milhares de refugiados, chegando a Europa ainda não havia sensibilizado o mundo, esse pequeno ser fez com que, todos, por pelo menos alguns minutos, percebessem a extensão do problema.

Jornalismo não é entretenimento. Jornalismo é para mostrar para você, pra mim, para todo mundo, que aquilo pode acontecer com qualquer um. Que aquilo é errado, que há necessidade de fazer algo a respeito.

Do mesmo jeito que choca as imagens da chacina em Osasco, com sangue na rua e corpos cobertos, a imagem desse menino também choca. É feio, é triste, é pesado… E dói, lá no fundo da alma.

Sirio

O choque é necessário. Não pensem que nenhum jornalista chega e fala: olha uma tragédia, me solta que eu preciso publicar. Não! Publicar tragédia é a pior coisa que existe, até porque, ao contrário de você leitor, na hora não temos espaço para lágrimas ou tristeza; convivemos com fatos e imagens que nem sempre são publicados.

É impossível por vezes traduzir a dor de uma família que perdeu a filha em um parque de diversão, por exemplo. Naquele dia me senti impotente em não poder fazer mais do que contar uma história.

Mas essa história precisa ser contata. O jornalismo não é bonito; o jornalismo é isso ai.

“O inferno é a realidade em que a gente vive”

Tenho uma notícia para você, minha pancinha

18 ago

Eu fui um bebê gordinho, uma criança e uma adolescente gordinha, quatro olhos e desengonçada e acabei virando uma adulta com tudo isso, menos a parte do quatro olhos (obrigada cirurgia a laser).

Desde que me entendo por gente olhava no espelho e via algo errado: eu não era que nem aquelas modelos, aquelas meninas mais cobiçadas do colégio e por ai vai. Mas tudo bem, resolvi fazer disso uma piada e quem me conhece sabe que, se me chamar de feia e gorda o máximo que vai conseguir de mim é eu fazer piada junto.

Você sempre esteve presente na minha vida e eu insistia em olhar para você no espelho esticando o corpo e prendendo a respiração até não aguentar mais, imaginando como seria se você não existisse (não se magoe, é a verdade).

Nem quando cheguei ao meu peso ideal eu fiquei satisfeita. Meu porte físico não me deixava ser igual aquelas meninas pequenininhas, delicadinhas e fininhas. Nunca fui adepta de dietas, sacrifícios e etc. e tal (se você é, ganhou minha admiração); cheguei ao peso ideal (aquelas coisas que revista de beleza te ensina) depois de fazer um controle da minha glicemia.

Agora cheguei aos 30 e quando você vai ficando mais velha vai percebendo coisas que até então não queria ver. Então, resolvi fazer uma resolução pra minha vida. É claro que ainda vou surtar muito, desmentir tudo o que falei aqui, mas prometo que vou tentar seguir isso ao máximo.

giphy

Querida pancinha, dobrinhas e celulites. Eu me rendo a vocês. Por mais que eu perca peso, sempre vou ter a perna grossa (agora menos, depois da cirurgia), o bumbum mais avantajado e o quadril largo. Não adianta fugir disso.

Então eu vou parar de te ignorar: de fingir que você não existe quando me olho no espelho ou coloco um biquíni; de brigar com você quando resolve se livrar do aperto da calça jeans depois de horas sentada; de querer você fora da minha vida.

Não tenho nenhum problema de saúde: colesterol em níveis ótimos, glicemia baixa, coração funcionando bem e pressão lá embaixo. Então, porque eu vou ficar me sacrificando pra fazer você desaparecer da minha vida?

Vem aqui, vamos fazer as pazes e continuar nossa vida juntas. Eu não te incomodo se você não resolver desandar a crescer ok? Vamos continuar nos alimentando bem, fazendo exercício quando der, sem sacrifícios.

A vida é muito curta pra ignorar o brigadeiro e a coxinha.

Vídeo

Arquibancada Tricolor! Dia Internacional da Mullher

8 mar

Carta fechada ao São Paulo

16 out

Não, eu não errei no título. Esta é realmente uma carta fechado, já que, de tão escancaradas que as coisas estão, é melhor retomar a discrição e manter diálogos somente com quem interessa. Quem faz muito circo, é porque quer tirar a atenção de algum problema mais grave. O que é, provavelmente, nunca vamos saber e nem adianta levantar hipóteses nessa altura do campeonato, já que o que está em jogo é muito maior do que isso.

Essa carta não é apenas direcionada a uma pessoa, mas a um conjunto de identidades que formam um pouco do que é o São Paulo de hoje.
Carlos Miguel Aidar: Se é espetáculos que queres, mantenha o espetáculo dentro das quatro linhas. Os holofotes não são seus; você é uma ínfima parte de um clube com uma história de anos. Nunca precisamos de presidente que fala demais, que dá showzinho e que pasmem: chega ao ponto de criticar publicamente a convocação de um jogador para a seleção. Meu querido, que triste seria se o elenco do clube fosse tão fraco que ao ponto de nenhum atleta ser convocado. Isso é elevar o nome do clube. Prejudica? Mas é claro, mas duvido que algum atleta queira jogar para o clube sabendo que seu presidente condena convocações. Outra coisa: roupa suja se lava em casa. O showzinho que o senhor e o senhor Juvenal Juvêncio protagonizaram recentemente é lamentável e vergonhoso. Nunca vi o São Paulo se expor dessa maneira. Qual a necessidade disso? Eu tinha tanto orgulho de torcer por um clube no qual as pendências internas eram resolvidas internamente que me assusta essa exposição toda. A troco de que? E outra, desde quando o clube está em condições de desdenhar qualquer competição que participa. Se é para entrar, é para ganhar, nem que seja campeonato de futebol de botão. Prioriza um campeonato e deixa o outro de lado, acaba sem nenhum título. E aposto que nenhum torcedor quer isso.

Muricy Ramalho: Anda difícil te defender, sabia? Nesse último ano a frente do São Paulo parece que você ou se acomodou, ou esqueceu-se de como se treina um time. Tudo bem que mudanças drásticas nunca foram o seu forte e que o time não tem lá um grande elenco, principalmente na zaga. Mas as suas substituições têm sido pavorosas, desmotivadoras e sem sentido. Muitos dos jogos que poderíamos ter ganhado foram jogados por água abaixo por causa de substituições mal feitas. Há algum problema pessoal com algum jogador? Ou entre eles? Pato e Luis Fabiano não podem jogar junto porque está no contrato? Você já teve mais vontade e consciência para armar um time, se está cansado, aposente-se, mas não manche a própria carreira.


Luis Fabiano: Eu juro que tento te defender de alguma maneira, mas tem horas que parece que você pede para a torcida pegar no seu pé. É algum tipo de fetiche ou você gosta dessa perseguição toda? Voltou de contusão, depois de meses, foi para o banco e insiste em ficar impedido. E o pior de tudo é que não tem ninguém para te ensinar como não ficar impedido. Se você não mostrar um pouco de vontade, não vai voltar a ser titular, mesmo o Kardec estando jogando muito mal.

Ataíde Gil Guerreiro: Se você quer confete, espere o Carnaval para isso. Na atual situação, se continuar perdendo pontos à toa, que nem anda, o São Paulo não está nem um pouco garantido na Libertadores do ano que vem. Ao invés de sair por ai falando abobrinha para os microfones para ter os seus 15 minutos de fama, que tal trabalhar para estruturar o elenco e resolver, internamente, os problemas do clube? Você é muito mais útil fazendo isso do que dando declarações. Aliás, péssima a assessoria de imprensa do clube que não faz nenhum trabalho com seus porta-vozes a fim de evitar cenas lamentáveis como esta.

Rogério Ceni: Sentiremos sua falta, garoto. Mas é chegada a hora e tem coisas na vida que são inevitáveis. Essa é uma delas.

Resto do elenco: Que tal se esforçarem só um pouco? Foram no mínimo 7 pontos bestas perdidos em casa, o que poderia nos dar praticamente a liderança em determinado momento do campeonato. É tão desmotivador assim jogar no São Paulo? É tão triste jogar que nem se esforçar um pouco para conquistar um título vocês querem? E não adianta apenas mostrar movimentação em campo, porque se fosse assim o Osvaldo seria o melhor jogador, de tanto que corre, só que não adianta nada correr e não saber onde quer chegar. É uma chance de conquistar dois títulos importantes, será que nem isso motiva vocês?

Se não eu, quem?

27 set

Assisti esses dias ao discurso da Emma Watson (sim, a Hermione de Harry Potter) no palco da Organização das Nações Unidas (ONU), quando apresentava o projeto, encabeçado por ela, He For She.

O “He For She” (Eles para elas) é um programa da ONU Mulheres que prevê lutar pelos direitos de igualdade dos gêneros e dos direitos da mulher no cenário atual. Emma Watson, empossada do cargo de Embaixadora da Boa Vontade da ONU, se responsabilizou por apresentar o projeto à membros da ONU em uma conferência.

A primeira ação dela foi definir o que é feminismo. Não é o ódio pelos homens, não é achar a mulher um ser superior. É lutar por igualdade, já que, independente do sexo, todos são iguais. Porém como diria George Orwell no famoso livro Revolução dos Bichos, atualmente: “Todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”.

10639724_963124917047480_3880283426978905952_n

Há um abismo ainda em como o homem é tratado e como a mulher é tratada: desigualdade de salário, de pensamento, de capacidade, de direito, em fim, de tudo.

Milhares de crianças são forçadas a se casar, anualmente, com homens mais velhos para seguir tradições; milhares de mulheres desistem dos objetivos porque tiveram professores, pais e irmãos que as fizeram acreditar que elas não eram capazes e nem nunca seriam.

Milhares de mulheres são agredidas diariamente porque seus homens acham que assim, se sentirão mais homens. Assédio moral e sexual ocorre todos os dias nas empresas, por patrões que acham suas funcionárias menos qualificadas, porque elas são mulheres e por isso, elas devem aceitar a oferta de sexo por promoção.

Milhares de homens se sentem reprimidos, porque a sociedade os julga, caso demonstrem seus sentimentos, mostrem outra forma de agir ou coloquem na mesa os pensamento que possuem, muitas vez contrários a submissão feminina. Isso também é um dos motivos que aumenta a taxa de suicídio no mundo todo, como bem explicou Emma no vídeo: assista aqui a versão original e aqui a com legendas.

Eu ter nascido mulher não me faz menos ou mais inteligente que ninguém, mas mesmo assim ainda recebo menos que um homem, pelo menos trabalho;

Eu poder gerar um filho, não me faz incapaz de realizar nenhuma tarefa, com a mesma inteligência que qualquer outra pessoa;

O modo como eu escolhos as roupas que vou vestir não me faz mais respeitável ou não perante o que os homens e mulheres pensam;

O fato de um homem expressar seus sentimentos, desejos e vontades, não o faz menos homem do que os demais;

Assim como todo e qualquer homem, eu também tenho o direito de decidir fazer o que eu bem entender com meu corpo, até mesmo, não fazer;

Um homem apoiar sua mulher, sua mãe, sua irmã, sua colega de trabalho a lutar pelos seus direitos, não o faz menos homem;

Uma empresa dar as mesmas condições e salários para homens e mulheres, não a faz uma empresa pior do que as outras;

Uma mulher que pratica esportes e consequentemente tem o corpo mais musculoso ou “masculinizado”, como dizem, não é menos feminina por causa disso;

Uma sociedade que não culpa duas vítimas pelos atos horrorosos que possam acontecer, não é uma sociedade pior que as outras.

Precisamos parar de colocar nossas vítimas como culpadas: a culpa não é da mulher que tira foto nua, é de quem divulga sem o consentimento dela; a culpa não é das roupas, mas do estuprador; a culpa não é da funcionária que sofreu assédio do chefe, mas do homem que acha que só assim, mostra seu valor.

o-que-significa-a-mulher-ser-submissa-ao-marido

Mais do que uma luta das mulheres, o feminismo é uma luta dos homens também. Por isso, se perguntem: Se não eu, quem vai começar essa batalha?

Mudar o pensamento é difícil, mas o primeiro passo precisa ser dado. Incentive sua companheira, sua irmã, sua mãe, sua colega de trabalho a realizar seus sonhos e objetivos; combata todo o ato de assédio que presenciar, apenas porque as pessoas demonstram seus sentimentos, ou porque são mulheres.

Não aceite que seus amigos vejam suas mulheres como submissas, para que eles se sobressaiam sobre elas. Feminismo não tem relação nenhuma com querer tomar o lugar dos homens, mas sim igualar os direitos que eles possuem. Não é odiar os homens, mas sim trazê-los para essa luta, que é de todos.

Feminismo não tem relação com dividir conta no restaurante, não deixar abrir a porta do carro ou qualquer outra definição igualmente vazia que anda povoando o pensamento de muitos.

A capacidade não se mede pelo útero ou pelo pênis de alguém. Se mede pelo cérebro, força de vontade, estudo e determinação. E nisso, todos somos iguais, todos merecemos o mesmo tratamento e o mesmo respeito.

Pense nisso.

A maldição do cântico

26 ago

Não que seja supersticiosa, mas um trevo de quatro folhas nunca fez mal a ninguém; também não passo debaixo de escada, já que é perigoso, vai que cai algo em cima da sua cabeça; nada a ver com azar, diga-se de passagem, mas vestir sempre a mesma camisa em dia de jogo faz efeito… não que eu acredite nessas cosias ai.

A mania de superstição, mandinga ou crendice – como preferirem chamar – é igual a gosto: cada um tem a sua em particular. Por mais descrente que as pessoas seja há várias coincidências que é melhor evitar; já outras é melhor estar precavido.

Quando o São Paulo estava sem vencer, no rebaixamento, foram lá e jogaram sal grosso no entorno do estádio e nas escadarias. Coincidência ou não, o time venceu e de desde então se livrou do fantasma do rebaixamento.

Mas nem todo mundo pode ir ao Morumbi e jogar sal grosso, ou dar um pé de coelho aos jogadores, um galho de arruda ou qualquer outra superstição. É complicado, o acesso é restrito e não há nenhuma garantia de que isso vai dar resultado; pelo menos cientificamente falando.

Contudo, tem algo que o torcedor pode fazer. Já foi provado, em muitos jogos, de diferentes times e seleções, que a irritante música “O Campeão Voltou” é amaldiçoada. Não tem vitória que resista a torcida gritar isso nos estádios.

Provavelmente a seleção brasileira teria virado o jogo contra a Alemanha se tivessem cantado, para a Alemanha, naquele fatídico 7×1. Aliás, como ninguém pensou isso na época? Seria a chance de a fraquíssima seleção brasileira ter dado menos vexame.

Toda vez que a torcida começa a gritar o campeão voltou o time tem um apagão e perde; pode ser contra o adversário que for. E não é somente contra o SPFC que a torcida joga contra; Corinthians, Palmeiras, Santos e a própria seleção brasileira já foram vítimas do cântico amaldiçoado.

Aliás, da onde surgiu essa história que o campeão voltou? Tinha ido onde? Apequenou-se e sumiu? Foi desmoralizado? Posso achar mais duzentos e noventa e sete provocações para tirar da cabeça de vocês, de uma vez por todas, o quanto isso causa mal.

Por isso, lanço aqui a campanha: Exterminem o “Campeão Voltou” da boca de todo e qualquer torcedor que ousar, mesmo que em pensamento, cantar essa música novamente. Façam esse favor ao clube do coração de vocês.

Não é para usar de violência, diga-se de passagem. Mas explique ao desavisado torcedor o quanto isso causa azar. E se mesmo assim ele duvidar, deixe-o cantar e ver o time perder. Aposto que nunca mais vai querer fazer o mesmo.

 

%d blogueiros gostam disto: